06 de Novembro de 2011
Cá em casa, quem normalmente vai ás compras de mercearia de bairro, tipo fruta e pão de ultima hora é o marido e como tem a mania de comprar tudo muito, no outro dia foi e veio carregado de kiwis, que por acaso até tinham um aspecto excelente sem dúvida, mas o coração era amarguinho amarguinho, devem ter tido uma vida dificil e então eram intragáveis, nem sei bem descrever, nem ele que tem um espirito de sacrificio muito grande para estas coisas, come melão nem que seja abobora ou derretido de maduro, estes não os conseguiu engolir.
Vai daí lembrei-me de os converter em docinho, amaciar-lhes o sabor para lhes alegrar o fim da vida e com
1,1 kg de quiwi
500 gr de açúcar amarelo
1 pau de canela
3 a 4 cravinhos
1 pitada de uma mistura de especiarias, que uma colega me deu, já nem sei bem para que fim e em que o dominante é o gengibre.
Levei tudo á máquina do pão no programa de doces e lá fez o programinha normal, só que no fim não gostei da cara do doce, muito aguadinho, sem ar de ficar comestível sequer, talvez pelo pouco açúcar...
Virei tudo para uma panela e lá fou ao lume como os doces normais e toca a ferver por mais quase uma hora, para engrossar e ganhar ponto.
Ficou um doce delicioso, daqueles a repetir, e não só pelas especiarias, as sementinhas do qiwi no meio do doce dão-lhe um toque de sabor a noz, uma verdadeira delicia.
Nos meus doces já está mais que decidido que aquela teoria de 1 kilo de fruta para 1 kilo de açúcar está mais que demodé, isso era no tempo em que as nossas avós faziam doces e marmeladas para todo o ano e precisava de muito açúcar para conservar, porque o doce da fruta com algum açúcar é mais que suficiente, a prová-lo estão estes qiwis super-ácidos e ainda por cima amargos, cá em casa metade é a regra e ninguem diga que não ficam doces....
Uma verdadeira delicia
publicado por alcina às 14:35

01 de Novembro de 2011

Figueira da Foz e Buarcos

Conhecida como a Rainha das praias do centro de Portugal, é um sitio onde vou tantas vezes e talvez por isso já nem costumava fotografar, ultimamente tenho levado a máquina para aqui mostrar um pouco desta praia tão frequentada pelas gentes cá de coimbra.

Misturo Buarcos e Figueira, porque eu quase não consigo distinguir onde começa uma e acaba a outra, mas para os para os residentes uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, não se misturam as águas de jeito nenhum, para mim é tudo o mesmo e se Buarcos é mais popular, para o povo e a Figueira mais para a elite, eu gosto muito do conjunto, porque é na zona de Buarcos onde sentimos que estamos na praia, porque o mar está mesmo ali, enquanto que na zona da Figueira ele está tão longe, tão recuado que nem se ouve nem se cheira, mas sabemos que está lá e ao longe na curva da baía até o conseguimos ver.

Uma vista da serra da Boa viagem, com a baía toda, desde o cabo mondego, Buarcos e Figueira.

É uma cidade que sem ser bonita, pela grande desorganização urbanistica que permitiram, tem o seu encanto, principalmente pela grande marginal e as multiplas explanadas que tem.
Contrastes como estes são vulgares por lá, mesmo ao lado das casinhas tipicas que ainda vão sobrevivendo, um ultramoderno apart-hotel, que quase parece cortar a estrada, quando se entra em determinado angulo da mesma. 

Casinhas antigas enclausuradas no meio dos prédios

 

Os contrastes são visiveis ao longe, com os monstros a sobressairem na paisagem.

Na zona da figueira o mar só mesmo de binóculos

 

Mas vale pelo imenso calçadão qual copacabana cá do burgo.

A pista de bicicletes, entre a estrada e o calçadão.

O oasis que um certo autarca lunático imaginou para aproveitar o enorme areal, mas que nunca teve qualquer utilidade, nem beleza...

 

Na zona de Buarcos e cabo mondego as prainhas são mais pequenas e acolhedoras

 

 

De Buarcos também um pouco mais uniformidade na arquitectura e conseguiram manter um pouco mais o traço original do casario

 

 

O forte nesta zona com algum encanto, lá se mantem fiel á história

 

 

 

Esta zona e no fundo toda a zona centro e norte de Portugal, para fazer praia digamos que é um "triste remedeio" como se diz na minha terra.


Porque para mim que se vou á praia gosto de ir á água, nestas zonas é impossível, pelas ondas que são potentissimas e perigosas para os mais distraidos e ainda pela temperatura... gelo puro!!, para não falar da ventania que temos na maior parte dos dias, salvo raras excepções, mas mesmo assim o pessoal adora uma voltinha á Figueira e aos fins de semana é vê-los correr para lá.

Para além da praia e na zona mais central da Figueira há o grande parque das abadias, um bom sitio de lazer, para jogos, caminhadas ou desporto.

Para quem gostar de uns joguinhos, sempre tem o casino.
O edificio da camara municipal
Um pouco da marina
E muito mais haveria...... fica para a proxima
publicado por alcina às 14:33

28 de Outubro de 2011

Massas são a comidinha favorita cá em casa, e um dos pratos que provavelmente comemos mais, seja de carne ou peixe.

O mais normal é fazer a massada tradicional de peixe e para isso uso normalmente peixes mais brancos, pescada, maruca ou tamboril, mas se houver outro também serve.

Neste caso é um peixe mais rosinha como diz o menino, por ser um bocado gordo, o mais habitual é faze-lo grelhado, mas já tenho feito umas tentativas para imitar um prato que se come num bom restaurante italiano cá em coimbra e que o marido adora, sempre que vamos lá ele pede tagliatelle de salmão.

Ainda não consegui encontrar a formula perfeita, porque não faço e menor ideia de como eles fazem e eu não costumo comer isso lá, mas encontro umas aproximações que agradam ao a todos.

O tagliatelle é só cozido al dente em água e sal.

O salmão das várias vezes que fiz, cozi o salmão em água e sal, só até conseguir lascar.

Depois é só meter numa frigideira larga com azeite e saltear com alho e regar com sumo de limão para cortar um pouco a gordura, mexer com cuidado para não se desfazer

Com queijo feta esfarelado por cima e manjericão e já está uma versão.


E se juntarmos natas ou iogurte grego e envolvermos, também não fica mal, mas mais calórico

 

Outra variante mas diferente, mais ao jeito da massada tradicional, fiz com refogado de


cebola
alho
tomate
azeite

Juntar a água e aquando ferver juntar a massa .

O salmão também cozi e desfiz em lascas e só juntei no fim da massa estar quase pronta, neste caso não uso a água de cozer o salmão, por ter muita gordura.

publicado por alcina às 14:31

23 de Outubro de 2011
Adoro fazer doces, não me canso de o dizer, nem de os fazer, tenho sempre um monte de frascos diferentes na despensa e no frigorifico, claro que não comemos tudo ou estariamos já diabéticos, sempre que vem alguem a casa e se fala no assunto lá sai com um frasquinho na mão, mas como já disse a quantidade de açúcar também já foi bastante reduzida cá em casa, por isso também não fazem muito mal os meus docinhos.
A fruta para doce salvo raras excepções é biológica, ou vem da quinta ou de alguma quinta de alguem amigo ou de familia. Estas ameixas vieram da sogra, de uma árvore que raramente dá, por causa do frio da zona, mas este ano estava carregadinha e quando lá fomos buscar estavam já um pouco passadas e como eram muitas resolvi mete-las na panela e elas nem se chatearam nada.

 

A cor delas é sempre verde, mesmo quando já se estão a desfazer por dentro, nem sei que variedade é esta, já me disseram que são abrunhos franceses e que seriam rainhas claudias, estas vieram mesmo da zona de lamego e nem a princesas chegaram

 

Com meia pele e com os caroços por inteiro, porque como são pequeninas não havia paciencia para os tirar, lá foram para a panela só com metade do açúcar do peso da fruta, até porque estas ameixinhas são puro açúcar, docinhas docinhas.

 

Quando a fruta começa a cozer, os caroços começam a soltar-se e é só caçá-los com uma escumadeira e se os quiser chupar é uma delicia :-) deixar ganhar ponto mas não muito forte.

No fim como tinha umas peles á vista triturei com a varinha mágica e ficou um puré delicioso, onde o sabor da ameixa fica perfeito.
Acondiciono em frascos com tampa de metal e fecho logo ainda com o doce a ferver, pois assim cria um vácuo e não deixa aparecer fungos, mas com esta quantidade de açúcar que eu ponho, não se conservam por muito tempo depois de abertos, eu deixo-os no frigorifico depois de abertos e aguentam mais um pouco, mas como têm pouco açúcar podemos come-los bem rápido.
publicado por alcina às 21:49

16 de Outubro de 2011
Andava eu a pensar que bolo fazer para o aniversário do marido, já que o que ele mais gosta mesmo é de um pãozinho de ló, apareceu-me mesmo a tempo um bolo com um ar divinal, no blog da Luciana, com a base de pão de ló e um recheio e cobertura de fazer babar qualquer um.
Um bolo simples, mas sofisticado ao mesmo tempo.
Segui a receita na totalidade, só não fiz a cobertura, porque como só fiz uma dose de bolo, o recheio foi muito e usei-o também na cobertura, fica para uma próxima oportunidade fazer com a cobertura que ela recomenda, por isso deixo a receita toda.

 

A medida que a Lu refere na receita é uma medida que aparece muito em sites e blogs brasileiros - o copo de requeijão, fui pesquisar e cheguei á conclusão que.
1 copo de requeijão =250 ml
6 ovos
1 copo (requeijão) de açúcar
1 copo (requeijão) de farinha de trigo
Separar claras das gemas e bater as primeiras em castelo, sem ficarem muito duras.
Em seguida bater as gemas com o açúcar até formar uma gemada bem fofa, juntar as claras em castelo e envolver bem e por ultimo envolver a farinha peneirada, esta é a lógica da Lu, eu envolvi alternando partes de farinha com claras.
Levar ao forno em forma untada de manteiga e polvilhada de farinha e eu cozi em forno a 180º durante 35 minutos.


Recheio:


2 latas de leite condensado
1 colh. sopa de manteiga com sal
2 colh. sopa de amido de milho - usei farinha maizena.
200g de creme de leite (de caixinha) - usei natas



Primeiro cozinhar uma das latas de leite condensado na panela de pressão, eu usei leite condensado já cozido, para facilitar.

Fazer então o creme para rechear o bolo:
Misturar as natas com a farinha maizena e levar a lume brando com a outra lata de leite condensado e a manteiga, cozinhar até engrossar um pouco.
Juntar o leite cozido e levar novamente ao lume e cozinhar até ficar com consistência de brigadeiro, o meu não sei se ficou com essa consistencia, ficou um creme bem espesso.

Depois de desenformar o bolo espere que arrefeça para o cortar ao meio.

Pincele na parte de dentro das duas metades de bolo uma mistura de partes iguais de açúcar e água com um pouquinho de extrato de baunilha - este passo eu não fiz, porque não tinha reparado neste pormenor.
Recheie com o recheio já frio e retire o excesso de recheio das laterais e cubra com a calda de açúcar.


A cobertura que não fiz deixo a receita na mesma, porque me parece um doce bom para este ou outro bolo.
250 g de açúcar pilé
1 colher (chá) de extrato de baunilha
60 ml de água a ferver
Fazer uma calda juntando o açúcar, a baunilha e a água  a ferver.
Cobrir o bolo já recheado e deixe secar por 12 horas para formar uma casquinha dura.
A Lu recomenda que se deixe descansar de um dia para o outro, o meu foi comido logo meio morno, nem deixei arrefecer bem para rechear.
Tal como me pareceu é um bolo delicioso, mesmo sem a calda da cobertura, até hoje é o unico bolo que o meu menino comeu e se lambuzou no creme com uma satisfação que deu gosto ver.
publicado por alcina às 21:46

11 de Outubro de 2011
Esta tarte é mais uma das muitas que faço cá em casa, porque para além de gostarmos bastante é uma optima solução para aproveitamentos e bastante rápido de fazer.
Este ano como passei o verão numa onda de comida grega e de iogurte grego, decidi experimentar nas tartes/quiches em substituição das natas, já que tinha por aí uns para gastar e também porque ando sempre á procura da melhor solução para a substituição das natas, tentando encontrar uma forma mais saudável mas que seja do nosso agrado.
Esta solução do iogurte grego foi bastante boa, fica muito cremosa e quem não souber não adivinha que lhe faltam as natas, mas se virmos a composição destes iogurtes é fácil perceber porquê, é que eles são uma verdadeira bomba de gordura....

1 base de masa folhada
1 cebola
2 ou 3 dentes de alho
1 cenoura média
1 chávena de ervilhas
1 chávena de peito de frango assado e desfiado
1 courgete baby
3 ovos
1 iogurte grego
100ml de leite
1 colher de sopa de farinha.
queijo ralado q.b.
azeite q.b.

 

 

Primeiro desenrolar a base de massa folhada, que neste caso foi fresca, em cima da forma de tarte e reservar.
Picar a cebola e o alho fininhos e levar a alourar em lume brando com o azeite, depois juntar as ervilhas e a cenoura também picada em cubinhos pequeninos e deixar cozinhar por um bocadinho.
Juntar o frango desfiado e envolver tudo bem.
Bater os ovos inteiros com o iogurte e juntar meio copo de leite com uma colher de farinha dissolvida e bater bem.
 Meter a mistura dos legumes e frango na tarteira e espalhar bem, verter em cima a mistura dos ovos.
Colocar umas rodinhas de courgete, que neste caso era tão pequenina que lhe chamei baby em cima a decorar e polvilhar com queijo ralado a gosto, neste caso foi uma mistura de vários queijos.
Levar ao forno pré aquecido a 200º durante 30 minutos ou até estar cozido, dependendo do forno.
publicado por alcina às 21:40

07 de Outubro de 2011
Castelo Branco...

Já que este blog para além dos sabores e das artes também é dedicado a viagens e fotografia em geral, os meus hobbies favoritos, decidi começar a elaborar aqui um roteiro das cidades, vilas e aldeias do meu Portugal, sem ser inserido em uma viagem especial, são os recortes que eu vou colhendo nos meus passeios, já que gosto bastante de fotografia e de viajar, seja cá dentro seja fora do país, vou aqui colocar um pouco do que fui e vou vendo na minha vida e como a  máquina fotografica me acompanha sempre, nos grandes e nos pequenos momentos, tenho montes para partilhar aqui.

E porquê Castelo Branco, para começar esta volta a Portugal? apenas porque é a capital do meu distrito de nascimento, cidade que apesar de ficar a meia hora de carro da Covilhã, nunca mereceu muito o meu interesse e poucas vezes por lá passei.
Para além da rivalidade bairrista entre as duas cidades, para os Covilhanenses Castelo Branco sempre foi apenas o ponto de passagem para Lisboa, antes de haver auto-estrada.

Há algum tempo fui lá acompanhar uma amiga, não propriamente em passeio, mas resolvemos ir mais cedo e dar uma volta pela cidade e fiquei pouco surpreendida com o que encontrei, não é uma cidade espectacular, nem antiga e monumental, nem moderna, o centro é pequeno e está medianamente bem cuidado, nota-se que a cidade cresceu bastante, porque tem uma zona residencial nova, ainda que estas zonas novas também têm pouco interesse.
Tem no entanto alguns pontos de interesse, que justificam bem um dia de passeio e a sua inclusão neste meu blog.

Como o nosso tempo era pouco optamos por fazer um pequeno roteiro apenas pelo centro e começamos por subir ao castelo, para ver a cidade do alto.

O Castelo com uma vista muito bonita para a cidade e arredores,



Pela cidade umas pracinhas, arcos e Cegonhas



E chegamos á Sé,uma fachada muito bem cuidada e o interior bonito, mas sem nada de muito especial.

E fomos caminhando até aos jardins do Paço Episcopal, um exlibris da cidade, jardins muito cuidados, ainda que mais pequenos do que eu tinha na memória de quando os visitei há alguns anos.




A escada dos santos
A escada dos reis
E muitas referencias a continentes ou coisas biblicas
Mesmo em frente e este jardim, um outro, mais moderno, onde a água é rainha, numa cidade onde o calor aperta, sabe bem ouvir o barulho da água e sentir o fresco que ela proporciona.









Há dois bons museus, que não tive oportunidade de visitar por falta de tempo, mas que tenciono fazer um dia destes.

O museu Cargaleiro

E o Museu Tavares Proença Junior, que ocupa o antigo Paço Episcopal, ao lado do Jardim com o mesmo nome.

Tenho a certeza que muito ficou por vêr, mas o tempo foi pouco e bem aproveitado mesmo assim, fica em falta outra visita, para completar o roteiro.
publicado por alcina às 12:30

03 de Outubro de 2011

Depois de uma saga de bolos de chocolate cá em casa fiquei enjoada e enquanto me lembrar não faço mais, para o aniversário do principezinho fiz mais uma vez um bolo de que gosto muito, um tipo pão de ló fofinho que gostamos muito e fica um bolo enorme que combina bem com qualquer recheio e decoração, com morangos, ananás e chantilly ou chocolate uma delicia, já está por aí no blog algures com outra decoração, mas o coração é sempre o mesmo e é delicioso.

Na decoração não consegui fugir ao chocolate, mas das outras os miudos não gostam tanto, aliás o que eles gostam mesmo é de roubar a decoração, porque para comer bolo não há tempo


7 ovos
1 chávena almoçadeira de açúcar
1/2 chávena almoçadeira de farinha
1/2 chávena almoçadeira de maizena
1 colh de chá de fermento

para a cobertura e recheio
200 chocolate culinária
200ml de natas

Bater as claras em castelo e quando estiverem firmes juntar o açúcar e bater mais um bocadinho.

Juntar as gemas uma a uma e continuar a bater.

Por ultimo juntar as duas farinhas peneiradas juntas e envolver muito bem com cuidado.

Deitar o preparado numa forma untada e polvilhada com farinha.

Levar ao forno a 200º durante 35 min, dependendo da forma, este eu cozi num tabuleiro e ficou um bolo enorme, e super leve e fofinho.

Com uma cobertura e recheio próprios para a tropa minor que veio á festa
e que deliraram com os chocolates que meti em volta e com as pintarolas em cima, ideia do menino, fazer um autocarro que foi descascado num instantinho.


publicado por alcina às 00:30

29 de Setembro de 2011
Cá em casa por norma não há maionese de compra, não somos fãs dela e muito menos da gordura e dos ééé que deve ter. Se alguma vez se comprou o fim foi quase sempre o prazo de validade expirado

Por isso sempre que preciso e normalmente é para fazer patês, faço a minha maionese caseira, na quantidade suficiente para não sobrar.

Para isso uso um frasco de vidro que guardei de alguma coisa e que é mais ou menos da largura da minha varinha, para que o pouco volume de ingredientes inicial fique logo ao alcance das suas helices e não se espalhe no fundo de uma taça.


O que uso normalmente é

1 gema fresquissima
1 colher de chá de mostarda de dijon ou outra
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sopa de azeite para começar, depois mais q.b.
Pode-se juntar ainda algum tempero a gosto, uma pitada de alho, ervas etc

Depois é só mexer com a varinha na velocidade máxima, bem juntinho ao fundo até começar a emulsionar e em seguida ir juntando azeite (ou óleo) sem parar de mexer, até obter a quantidade pretendida, eu cá em casa uso sempre azeite, acho mais saudável e muito mais saboroso.

Depois é só usar onde se quer, no meu caso foi em patês.

De delicias do mar

4 ou 5 palitos de delicias do mar
Maionese

Triturados na picadora 123 a gosto, mais ou menos moido.
depois é só transferir para uma taça e amassar com um garfo e a maionese a gosto


De atum e ovo cozido

1 lata de atum
1 ovo cozido
Maionese

Tudo picado na 123 a gosto e pelo mesmo processo do anterior até obter um patê bem cremoso


De sardinha e pikles

1 lata de sardinha
1 raminho de couve flor em pikles
3 rodinhas de cenoura em pikles
Maionese

E o processo repete-se cá em casa, sempre o mesmo....



De peixe cozido  também fica bom, com pikles ou sem eles, é tudo uma questão de tempero.

E se for de mistura, peixe com delicias ou atum com delicias também fica bom.

Mais elaborado, com pimentos, alho, pão ralado, legumes, tipo milho etc tudo é possível, só depende da imaginação e dos ingredientes disponíveis na altura.


publicado por alcina às 22:36

22 de Setembro de 2011
Comecei este blog há 4 anos por brincadeira e mais para compilar as minhas receitinhas de um modo fácil de consultar, já que tinha vários ficheiros em computador, nada praticos, que tinha que guardar em disketes, discos pens e por aí, tudo muito complicado, para não falar de fotocópias, livros e revistas, enfim um mar de complicações na era da internet e dos ficheiros bem guardados para ver onde quisermos, assim pensei eu, um blog uma excelente ideia e cá está, nunca pensei foi que isto fosse durar tanto e me conseguisse prender como se de uma novela se tratasse, que fizzesse amizades e conhecesse pessoas atraves dele.

Assim para comemorar os 4 anos do blog, o meu aniversário e  para levar para os meus colegas de serviço, um bolo excelente, uma receita que já tenho há quase de 30 anos, porque faz parte do meu primeiro livrinho de receitas escritas á mão, desde os primórdios da minha juventude, já não o fazia praí há uns 20 anos, não por não gostar dele, mas por falta de lembrança e também por ter na memória que precisa de um tipo de fermento esquisito que só se vende na farmácia e que não se encontrava com facilidade.

Este ano lembrei-me dele e fui procurar o dito fermento, não havia nas farmácias da zona, mas logo o encomendaram e em poucas horas cá estava ele prontinho a ser usado -cremor tartaro- mas quando me disseram ao telefone o preço ainda pensei duas vezes, mas já que estava decidido encomendei e já lhe dei bom uso.

Já fiz dois bolos com ele, o primeiro mais pequenino e redondinho, o segundo maior com o dobro da dose dos ingredientes.

8 ovos
90 gr de farinha
180 gr de açúcar
4 gr de cremor tartaro

Primeiro bater as claras em castelo bem firme.

Misturar bem a farinha com o açúcar e o tartaro e envolver nas claras com cuidado, mexendo suavemente.

Levar ao forno a cozer em forma untada e polvilhada com farinha. Indicações sobre tempo e temperatura não tinha, cozi a 200º durante 30 min.

As indicações para desenformar é que se deve voltar a forma em cima do gargalo de uma garrafa e deixar assim até arrefecer, eu não tenho paciencia para estas acrobacias e desenformei logo.

Baixou um bocadinho, não sei se foi por desenformar logo ou se estava cozido demais como no caso do molotof.

Com as gemas faz-se um creme de ovos para cobertura.
Fiz assim

para cada gema
1 colher de açúcar
2 colheres de leite

Tudo ao lume brando mexendo sempre até engrossar, não deixar ferver, para não ficar com grumos.

O segundo bolo maior, ainda que com o dobro dos ingredientes, experimentei cozer em menos tempo, aos 25 minutos testei com o palito e já estava bom, baixou muito menos, quase nada.
Fica fofinho e com uma textura algo diferente dos bolos tipo pão de ló
publicado por alcina às 11:30

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